Corrupção – um vírus. Nada tem poder maior de tirar da mesa do assalariado o pão, do que a maldita corrupção. Um vírus sim, mas podemos também chama-la de câncer, tal qual o seu poder de multiplicar as suas células malignas. Na base da pressão ou por safadeza, ou ainda por nunca ter recebido noções básicas de educação, graduados, ou não, cidadãos se deixam contaminar por essa “agulha hipodérmica” e, na calada da noite, ou diariamente nos confortáveis gabinetes, fazem acordos, transam fortunas, vendem sentenças, se vendem e aos outros compram. Em meio a tantas transações e corrupções, vão-se a dignidade de uma sociedade, crescem as desigualdades sociais, nascem as barganhas que garantem a liberdade do ser corrupto, aumenta o déficit habitacional e à sombra de um gordo extrato bancário em paraísos fiscais descansam lalaus e lalaus. Noticiário de TV, em menos de 24 horas mostra e, se não nos envergonha mais, nos deixa indignados, pois dentro das nossas casas entram as imagens de “ilibados” diretores da Construtora Camargo Correia (uma das maiores do País) algemados por evasão de divisas, sonegação fiscal e outros vírus mais. Logo depois, renomados auditores de Tribunais de Contas, Juízes, Prefeitos, Vereadores e diretores de empresas de auditoria também têm suas caras à mostra dentro dos nossos lares, por terem elaborado sentenças falsas que beneficiam os amantes da corrupção. Mas a nossa indignação tem um nome: Impunidade!
Escrito por CARLINHOS GONÇALVES às 01h29
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